Acabo por me render. A esperança cessa-me no poder estapafúrdico do querer. Sinto-te na introspecção sádica à pele que me gela de arrepio. Alimento-me do pairar nostálgico que se faz pesar na consciência que te tenta trazer.
Indigno por ti entre a mistura divergente da solidão com o beijar, queimo do peito à voz e canto-te o tocar.
"Mas, fui feito para me ter para ti.", responde-lhe, na esperança redutível de lhe imaginar o tocar da pele na mais gélida noite do ano.
A alma cede. Cedo-me de espírito na incorporação fatal de te procurar num além desvanecido todas as manhãs. Cedo-me no querer absoluto de te beijar com todas as palavras inimagináveis do mundo.
Sou-te transparente na fragilidade nociva do universo, sou pedir querer-te forasteiro à tua capacidade de me sentir.
E acabo, sempre e desalmadamente, por me deixar render na chamada repentina que te grita para mim.
Enfrento a melancolia atroz que me domina o corpo, impaciente. Alma sedenta de prosa, inofensivos demónios que me habitam. Habito-me. Demónios que me gritam. Grito-me. Ilusão que me veste o corpo, estrondos violentos que me evocam. Respiro-te, enquanto testemunho as minhas horas sombrias.
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