Fico, apenas agora, ciente do que o real me proporciona.
Escrevo pela tristeza ou pela falta do feliz? Escrevo pela solidão ou pela falta de amor?
Porque escrevo bem melhor quando estás por perto. Preenches-me e preenches as palavras.
Não me esvazies. Não me deixes as palavras por respirar e faz delas o teu quarto, onde se pincelam entre quatro paredes que não as solta.
Escrevo por te querer ou pela tua falta? Preciso que regresses, mesmo que nunca tivesses estado realmente aqui, do teu relembrar do que é desejar, embora não te possa conter. Estou ciente.
Estou ciente de que te quero de peito aberto sem o poder habitar verdadeiramente, de que ficarei como palavras cansadas sem qualquer efeito.
És-me como música aos ouvidos. És-me corpo e alma num corpo outrora preenchido, embora ciente, de que te quero e não posso ter.
Enfrento a melancolia atroz que me domina o corpo, impaciente. Alma sedenta de prosa, inofensivos demónios que me habitam. Habito-me. Demónios que me gritam. Grito-me. Ilusão que me veste o corpo, estrondos violentos que me evocam. Respiro-te, enquanto testemunho as minhas horas sombrias.
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