domingo, 1 de fevereiro de 2015

Que permaneças

Tenho tanto para viver. E o dia acaba numa solidão imensa que me preenche o quarto. Solidão que luta num passo acelerado para desvanecer. Porém, encontra porto de abrigo que a faz respirar. E permanece. Permanece enquanto te sinto a falta num peito que nada de arrítmico tem. Permanece enquanto sinto a falta de tudo aquilo que também faltou antes.

Cala-te, cala-me. Silêncio.

Adormeço na esperança pouco credível de não te fitar pela manhã. Na manhã seguinte acordo na esperança de não te fitar na próxima.

Quero-te. Quero-te com toda a companhia que a minha solidão tem para te oferecer.

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